O trabalho da Rosana tem uma ligação direta com a literatura, promovendo um encontro que muitos podem achar improvável: artes plásticas e a escrita. Através de grafismos, Rosana nos conta algumas histórias que ela leu, como "O Navegante", "As Viagens de Marco Polo", "As Mil e Uma Noites" e "Cidades Invisíveis".
Uma curiosidade que Rosana nos contou é que seus livros preferidos são o dicionário e o atlas. Um pouco estranho quando a gente fica sabendo, mas depois começa a fazer sentido. É que, segundo ela, são os dois livros em que cabem tudo que podemos conhecer, todas as palavras e todos os lugares do mundo.
Outra história que ela nos contou foi sobre o início do seu interesse por mapas. Quando era mais jovem, Rosana e suas irmãs resolveram criar um mapa sobre a cidade em que viveram na infância a partir das lembranças que tinham. Ao invés de desenhar as ruas e os lugares, elas foram escrevendo, criando as passagens através do texto, contando sobre quem morava naquele local, ou então como era no passado. O mais interessante é que a mãe delas viu o trabalho e resolveu ajudar. Ela tinha vivido na cidade em uma outra época.
Partindo disso criamos a oficina que foi trabalhada com as crianças e adolescentes que visitaram o museu. Cada uma recebeu um pedaço de papel e nele escreveram sobre onde moram: a casa, a rua, o bairro, a cidade... enfim, sobre o entorno de cada um. Também criaram sobre ambientes imaginários, utópicos. Depois disso eles colaram os papéis em palitinho e fincariam no jardim do MAMM. Então eles ligaram uma plaquinha na outra através de linhas coloridas, formando assim um mapa de um território imaginário.